Luciane Madrid: Mulheres no Mar

As idades variavam de vinte e poucos até mais de sessenta. Algumas bebiam vinho, outras refrigerante, suco ou água. Loiras ou morenas, falantes ou reservadas, o fato é que estávamos todas no mesmo barco. Literalmente.
Minha mesa do jantar no Cruzeiro para Buenos Aires era composta por nove mulheres, com momentos e histórias diferentes, tendo em comum a vontade de explorar novas possibilidades, lugares e pessoas.
Eramos nós, um trio de amigas divorciadas, aposentadas e com filhos crescidos; uma simpática dupla de tia e sobrinha; e dois pares de mãe e filha. E antes que você, leitor@, pense na disponibilidade para viagens, informo que duas do nosso grupo eram casadas e deixaram em casa seus maridos, que não podiam e/ou não queriam viajar.
As procedências diversas abrangiam São Paulo, capital e interior, Rio, Minas e Mato Grosso.
Os assuntos diversos englobavam vida, economia, beleza, política, gastronomia… sempre entremeados de muitas risadas .
Mas não foi só no jantar que encontrei mulheres que viajam. Em um dos dias, no café da manhã, sentei-me com mais duas viajantes femininas. Elas se conheceram momentos antes da viagem, apresentadas por amigos. Faziam parte de um grupo composto predominantemente por casais e como estavam sozinhas, dividiram uma cabine.
E havia grupos femininos em toda parte. Analisando a viagem como um todo, tivemos a impressão de ver bem mais mulheres do que homens. Em nossa mesa de jantar na casa de tango em Buenos Aires, de 40 pessoas, apenas oito eram do sexo masculino.
É fato: as mulheres têm descoberto, cada vez mais, o prazer de sair por aí. E vão!
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