Viva como uma monja: estadia em Templos Budistas

Você está procurando por uma viagem exótica, que contribua para seu desenvolvimento pessoal e autoconhecimento? Então, quem sabe um fim de semana em um templo budista seja a opção ideal.

Desapego material e conexão espiritual são os objetivos de quem topa esse tipo nada convencional de viagem.

Leia a seguir o texto escrito por Claire e publicado no site “Go! Girl Guides”, sobre sua experiência em um templo na Coréia do Sul


Eu passei o último fim de semana sem celular, laptop, cafeína, carne e maquiagem.

Eu gostaria de ter tomado um pouquinho de cafeína, mas das outras coisas não senti falta. Eu estava ocupada demais reverenciando, entoando, aprendendo, aproveitando a deslumbrante paisagem natural ao meu redor e ficando em silêncio – pelo menos uma vez na vida.

Não, eu não me juntei a um culto ou me isolei em meu apartamento – eu participei de um programa de estadia em templos (chamado de Templestay em inglês).

Estes programas são coordenados por monges budistas, e eles oferecem a visitantes a chance de viver como um monge por dois dias. Algumas estadias são mais longas, se é isso que você procura.

Eu fiquei no Templo Magoksa, localizado nas lindas montanhas da província de Chung Cheong. O templo foi fundado em 640, e a construção mantém sua arquitetura e pinturas originais, o que torna tudo muito autêntico. (Claro que algumas comodidades modernas foram implantadas, como a eletricidade).

Templo Magoksa (Coréia do Sul)

Ao chegar ao tempo, mulheres e homens são separados e nos entregam nossas roupas de monge, que usaremos durante todo o fim de semana.

Elas consistem em calças largas e uma camisa solta, tipo uma jaqueta. São incrivelmente confortáveis.

Você precisa levar suas roupas de baixo (eu sugiro leggings e uma camiseta de algodão, ou um moletom se estiver frio) e sapatos.

Embora você precise de sapatos resistentes e confortáveis para caminhar e escalar, tenha em mente que você terá que colocar e tirar seus sapatos em torno de 20 vezes por dia, pois sapatos não são permitidos em nenhum dos prédios do templo (aprendi do jeito mais difícil – eu estava usando tênis All Star).

Pelos próximos dois dias, você fará as mesmas atividades que os monges. Por favor, tenha em mente que cada templo é diferente.

Aqui está uma lista das atividades que participei:

  • Um tour pelas construções, incluindo explicações sobre todos os templos, estátuas e pinturas
  • Fazer pulseiras ou colares com contas de oração e uma lanterna de flor de lótus também
  • Aprender a reverenciar e recitar alguns mantras iniciais
  • 3 refeições vegetarianas. Nota importante: Os monges não acreditam em deixar nem sequer um grão de arroz no prato, então o que quer que você sirva, você deve comer até o final. Além disso, o café da manhã inclui uma cerimônia muito bonita, assim como o intrincado processo de lavar os pratos com água e um rabanete
  • Hora do chá e uma seção de perguntas e respostas com um monge
  • Bater o gongo e assistir aos monges fazendo rituais de tocar o gongo
  • Hora de dormir às 9 da noite (você dorme no chão, e novamente, homens e mulheres são separados)
  • Acordar às 3 da manhã para começar a orar e entoar
  • O longo (mas muito valioso) processo de fazer 108 prostrações: esse é um exercício de pernas maravilhoso. É também incrivelmente comovente e, de longe, minha parte favorita do fim de semana. Cada prostração tem uma intenção específica, e há 4 partes: arrependimento, gratidão, orações e votos. Eu não sou religiosa, mas essa foi uma linda e instigante cerimônia.
  • Meditação
  • Tarefas
  • Uma trilha pela montanha, que parecia uma floresta encantada de um filme da Disney
  • Caminhar vendada por uma pedra íngreme sobre um riacho, com um parceiro para te guiar

Como você pode ver, fizemos muito em pouco tempo… o que é fácil se você acordar às 3 da manhã!

Eu comecei o fim de semana muito cética e com pouco ou nenhum conhecimento sobre Budismo e religiões orientais em geral. Eu parti super exausta, mas completamente relaxada, renovada e com um profundo respeito pelos monges e seu estilo de vida.

É bom tirar um tempo longe do caos da vida diária (especialmente em uma grande cidade como Seoul) e voltar-se para as coisas mais simples, enquanto damos continuidade à nossa educação cultural.

O custo foi em torno de 75 dólares, e é definitivamente um investimento que vale a pena para qualquer pessoa viajando pela Coréia do Sul.


E você, já participou de algum programa desse tipo?

Do que você sentiria mais falta se vivesse como uma monja?

 

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